Pintura feita por: Manoel Martins Noura (Pintora natural de Luanda/Angola)
Por volta das 10:00H, lá fomos nós, a turma de Tiat em direcção ao Panteão Nacional, para uma visita de estudo, juntamente com a nossa formadora Maria José. Eu com a máquina digital sempre ao meu dispor para poder tirar fotografias a todo o património ao meu redor.
Era dia de Feira da Ladra, e deu para ter uma ideia das vendas que pela feira se fazem, tais como bijutarias antigas, chaves enferrujadas de baús e afins, telemóveis roubados, roupas, calçado, óculos velhos,livros antigos e actuais entre outros artefactos.
Chegámos então ao Panteão Nacional que é um monumento único em Portugal e que visa prestar homenagem a figuras ilustres do nosso país. Tivemos como guia a Dona Elisabete, que ao longo da visita nos relatou a história do mesmo, desde que foi o primeiro monumento feito em estilo barroco e que foi mandado construir pela Infanta D.Maria em 1568 e que teve também o design do arquitecto João Antunes.
O Panteão Nacional é um edifício imponente, de formas curvas e geométricas, de planta centrada numa cruz grega, coroado por uma imponente cúpula, decorado por mármores e impondo-se à cidade numa elevação de 120m, tornando-o assim privilegiado, e tendo assim uma vista ao seu redor magnifica pela cidade de Lisboa. No interior contempla-se também o mármore embutido de variadas cores e o órgão do séc. XVIII (existe um outro igual na Sé de Lisboa) em talha dourada feito por Machado Cerveira, mais os púlpitos (varandins pequenos afastados do chão por 1.50m), já que como nos disse a Dona Elisabete, na altura pensava-se que a “terra era uma reflexão do céu”. O Panteão Nacional não sofreu quaisquer danos com o terramoto de 1755, tendo-se perdido unicamente as suas plantas.
Estivemos também a ver as salas : dos presidentes; dos escritores, e onde está a única mulher panteonizada Amália Rodrigues.
Fiquei também a saber o nome dos túmulos de corpo ausente – cenotáfios – de Luís de Camões, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e do Infante D.Henrique.
Gostei muito dos pormenores das portas, dos candeeiros, das janelas, o pormenor dos tectos das salas e de o Panteão ter uma sala dedicada aos jovens e que ao mesmo tempo parecia uma biblioteca para que os nossos jovens também eles tenham gosto pelo nosso património.
Quando chegámos ao zimbório do Panteão, adorei as vistas pelo Tejo e por Lisboa, ver o Cristo-Rei em Almada, e todo o património paisagístico ao meu redor que fazia com que tivesse vontade própria em disparar o flash para assim guardar todo aquele momento em fotografia.
Eu não subi ao topo do Panteão, com pena minha mas as minhas vertigens não mo permitiram. Mas resumidamente adorei a visita ao Panteão, o único pormenor que achei que estava mal, era não terem mais do que um folheto feito pelo IPPAR em Português.

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