Cá está uma verão rara desta música, que poucas pessoas conhecem. Integra o CD "Novo Homem da Cidade", em homenagem ao Carlos do Carmo, no qual a Mariza participou.
sábado, 17 de janeiro de 2009
o amarelo da Carris - versão da fadista Mariza
Cá está uma verão rara desta música, que poucas pessoas conhecem. Integra o CD "Novo Homem da Cidade", em homenagem ao Carlos do Carmo, no qual a Mariza participou.
Mariza - a "nova" diva do Fado Português
Mariza ao vivo em Londres - Barco Negro
Biografia
1973
– Nascimento em Moçambique, a 16 de Dezembro. Filha de pai português e mãe moçambicana.
1977
– Chegada a Lisboa, com os pais, que se instalam no bairro mais tipicamente fadista da cidade, a Mouraria.
1979
– Abertura do restaurante Zalala, na Mouraria (Lisboa), propriedade dos pais, onde se realizavam, semanalmente, umas tardes de fado em que Mariza cantou pela primeira vez para o público. O primeiro fado que interpretou foi ‘Os Putos’, com um poema de José Carlos Ary dos Santos. Mais tarde, satisfazendo a natural curiosidade adolescente, incorre por outros géneros musicais como o Gospel, Soul, Jazz e Bossa Nova com a sua banda Vinyl.
1996
– Temporada de trabalho num paquete brasileiro onde Mariza retomou o contacto com o fado que interpretava, nas suas actuações, a pedido do público. No regresso a Portugal retoma as actuações regulares com os Vinyl no bar lisboeta Xafarix e, mais tarde, no Rock City, a convite do director de animação da discoteca, João Pedro Ruela.
1997
– Formação da banda Funkytown por Mariza e João Pedro Ruela.
– Actuação no restaurante Café Café, propriedade do artista de televisão Herman José, responsável pela difusão televisiva de Mariza através dos sucessivos convites para os seus programas.
1998
– Primeira actuação internacional, a convite da Caixa Económica Luso-Belga, numa pequena sala de Bruxelas.
– Concertos em Amesterdão e no Canadá em que Mariza já se apresenta como fadista.
1999
– Primeira actuação pública na televisão portuguesa, nos espectáculos de homenagem a Amália Rodrigues, produzidos por Filipe La Féria, transmitidos em directo dos Coliseus de Lisboa e do Porto.
2001
– Edição do primeiro álbum de originais, FADO EM MIM, produzido por Jorge Fernando e Tiago Machado para ser uma edição privada, acabando por ser editado em 32 países pela holandesa World Connection e por obter quádrupla platina em Portugal.
– Prémio de Melhor CD de Música Tradicional, Étnica, Folk e Worldmusic atribuído ao álbum ‘Fado em Mim’ pela crítica alemã Deutscheschalplatten Kritik.
2002
– Prémio para Melhor Actuação no Festival d’Été de Québec.
– Actuações em festivais internacionais com grandes audiências: Summer Stage de Central Park (Nova Iorque) perante 10 mil pessoas; espectáculo Global Divas III integrado no KCRW’s World Festival no Hollywood Bowl (Los Angeles), com Mahotella Queens e Lauryn Hill, perante 17 mil pessoas; Festival Internacional de Jazz de Montreal perante 8 mil pessoas; Womad Festival em Reading (Reino Unido); Atlantic Waves Festival, no Royal Festival Hall (Londres).
– Primeiras digressões pelas principais cidades Norte Americanas e capitais Europeias.
2003
– Edição do segundo álbum de originais, FADO CURVO, produzido por Carlos Maria Trindade, que chega a atingir o 6º lugar no Top Billboard de World Music.
– Prémio de Melhor Artista Europeia na área de World Music, atribuído pela BBC Rádio 3, galardão recebido de Michael Nyman, no Hackney’s Ocean em Londres.
– Prémio de Melhor CD de Música Tradicional, Étnica, Folk e Worldmusic atribuído ao álbum ‘Fado Curvo’ pela crítica alemã Deutscheschalplatten Kritik.
– Prémio Personalidade do Ano, atribuído pela Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal.
– Prémio Personalidade Marketing na área de Cultura e Espectáculos, atribuído pela Associação Portuguesa de Profissionais de Marketing.
– Actuação no programa da televisão inglesa BBC, Later with Jools Holland. Esta actuação integrou, mais tarde, o DVD ’10 Years of Later’ comemorativo dos 30 melhores momentos musicais (num total de 3000) da primeira década do programa.
– Digressão inglesa memorável, com todas as salas esgotadas, incluindo o Queen Elizabeth Hall e o Royal Festival Hall, muito elogiada e aplaudida pela imprensa britânica de referência: The Times, Time, The Observer, The Guardian, The Independent.
2004
– Edição do primeiro DVD ao vivo, MARIZA LIVE IN LONDON, que regista o concerto de 2003 na Union Chappel, em Londres.
– Condecoração, pela Secretaria de Estado do Turismo de Portugal, com a Medalha de Mérito Turístico, grau Ouro.
– Prémio European Border Breakers Award, atribuído ao álbum ‘Fado em Mim’ pela Comissão Europeia, no festival MIDEM em Cannes.
– Dueto com o cantor Sting, na gravação do tema ‘A Thousand Years’ que integra o álbum oficial dos Jogos Olímpicos de Atenas, intitulado ‘Unity’.
– Actuação no Rock in Rio Lisboa, perante mais de 20 mil pessoas.
– Actuação no Festival Internacional da Canção do Cairo, como convidada de honra.
– Actuação no World Music Festival de Chicago.
– Concerto memorável no Auditório Keil do Amaral, em Monsanto (Lisboa), perante uma plateia de mais de 22 mil pessoas.
2005
– Edição, em 35 países, do terceiro álbum de originais, TRANSPARENTE, gravado no Brasil e produzido por Jaques Morelenbaum, que chega a atingir o 6º lugar da tabela europeia de World Music.
– Prémio de Carreira Internacional, atribuído pela Fundação Amália Rodrigues.
– Nomeação para Embaixadora de Boa Vontade pelo comité português da UNICEF.
– Nomeação para Embaixadora Internacional da obra e do espírito de Hans Christian Andersen, pelo Reino da Dinamarca.
– Dueto com o cantor de flamenco José Mercê, na gravação do tema ‘Há uma Música do Povo’ para a edição espanhola de ‘Transparente’.
– Actuação no Live 8, o maior evento musical do mundo, como única representante de Portugal.
– Concerto memorável nos Jardins da Torre de Belém (Lisboa), com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa dirigida pelo maestro Jaques Morelenbaum, perante uma plateia de mais de 20 mil pessoas.
2006
– Edição mundial do álbum CONCERTO EM LISBOA que regista, em CD e DVD, o concerto de 2005 nos Jardins da Torre de Belém.
– Condecoração, pelo ex-presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio, com a Ordem do Infante Dom Henrique, grau de Comendador.
– Prémio Globo de Ouro para Melhor Intérprete Individual, atribuído pela estação de televisão SIC e pela revista CARAS.
– Nomeação para os prémios australianos Helpmann Awards, na categoria de Melhor Concerto Contemporâneo Internacional, pela sua actuação na Ópera de Sidney.
– Nomeação, pela segunda vez, para os prémios de World Music da BBC Rádio 3, na categoria de Melhor Artista Europeia.
– Participação nas gravações do filme ‘Fados’, do realizador espanhol Carlos Saura, onde assume um dos papéis de protagonista.
– Produção, pela estação de televisão inglesa BBC, do primeiro documentário biográfico de Mariza intitulado ‘Mariza and the Story of Fado’.
– Concerto memorável no Royal Albert Hall (Londres), a mais prestigiada sala de concertos da Europa, na companhia de Jaques Morelenbaum, Carlos do Carmo, Tito Paris, Rui Veloso e uma sala esgotada.
– Actuação, pela primeira vez a solo, nos Coliseus de Lisboa e do Porto com dois concertos esgotados.
2007
– Nomeação para os prémios finlandeses Emma Gaala, na categoria de Melhor Artista Internacional.
– Nomeação do álbum ‘Concerto em Lisboa’ para os Latin Grammy Awards, na categoria de Melhor Álbum Folk, pela Latin Academy of Recording Arts & Sciences, tratando-se da primeira nomeação de um artista português para os prémios musicais de maior distinção mundial.
– Nomeação, pera terceira vez, para os prémios de World Music da BBC Rádio 3, na categoria de Melhor Artista Europeia.
– Nomeação para Embaixadora do Instituto de Turismo de Portugal.
– Estreia mundial do filme ‘Fados’, no Festival de Cinema de Toronto e estreia europeia no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián.
– Actuação na cerimónia de revelação das Sete Novas Maravilhas do Mundo, no Estádio da Luz (Lisboa).
– Actuação no programa da televisão americana CBS, Late Show With David Letterman, cuja audiência se estimou em 30 milhões de espectadores.
– Digressão norte-americana com 15 actuações em 24 dias, entre elas o regresso ao Carnegie Hall (Nova Iorque) e encerrando em glória com um concerto no Walt Disney Concert Hall (Los Angeles), num cenário de recriação de uma tradicional taberna lisboeta, especialmente projectado, para a ocasião, pelo arquitecto Frank Gehry.
– Concerto memorável no Pavilhão Atlântico (Lisboa) com a participação de vários artistas convidados, perante uma lotação esgotada de 14 mil pessoas
Biografia
1973
– Nascimento em Moçambique, a 16 de Dezembro. Filha de pai português e mãe moçambicana.
1977
– Chegada a Lisboa, com os pais, que se instalam no bairro mais tipicamente fadista da cidade, a Mouraria.
1979
– Abertura do restaurante Zalala, na Mouraria (Lisboa), propriedade dos pais, onde se realizavam, semanalmente, umas tardes de fado em que Mariza cantou pela primeira vez para o público. O primeiro fado que interpretou foi ‘Os Putos’, com um poema de José Carlos Ary dos Santos. Mais tarde, satisfazendo a natural curiosidade adolescente, incorre por outros géneros musicais como o Gospel, Soul, Jazz e Bossa Nova com a sua banda Vinyl.
1996
– Temporada de trabalho num paquete brasileiro onde Mariza retomou o contacto com o fado que interpretava, nas suas actuações, a pedido do público. No regresso a Portugal retoma as actuações regulares com os Vinyl no bar lisboeta Xafarix e, mais tarde, no Rock City, a convite do director de animação da discoteca, João Pedro Ruela.
1997
– Formação da banda Funkytown por Mariza e João Pedro Ruela.
– Actuação no restaurante Café Café, propriedade do artista de televisão Herman José, responsável pela difusão televisiva de Mariza através dos sucessivos convites para os seus programas.
1998
– Primeira actuação internacional, a convite da Caixa Económica Luso-Belga, numa pequena sala de Bruxelas.
– Concertos em Amesterdão e no Canadá em que Mariza já se apresenta como fadista.
1999
– Primeira actuação pública na televisão portuguesa, nos espectáculos de homenagem a Amália Rodrigues, produzidos por Filipe La Féria, transmitidos em directo dos Coliseus de Lisboa e do Porto.
2001
– Edição do primeiro álbum de originais, FADO EM MIM, produzido por Jorge Fernando e Tiago Machado para ser uma edição privada, acabando por ser editado em 32 países pela holandesa World Connection e por obter quádrupla platina em Portugal.
– Prémio de Melhor CD de Música Tradicional, Étnica, Folk e Worldmusic atribuído ao álbum ‘Fado em Mim’ pela crítica alemã Deutscheschalplatten Kritik.
2002
– Prémio para Melhor Actuação no Festival d’Été de Québec.
– Actuações em festivais internacionais com grandes audiências: Summer Stage de Central Park (Nova Iorque) perante 10 mil pessoas; espectáculo Global Divas III integrado no KCRW’s World Festival no Hollywood Bowl (Los Angeles), com Mahotella Queens e Lauryn Hill, perante 17 mil pessoas; Festival Internacional de Jazz de Montreal perante 8 mil pessoas; Womad Festival em Reading (Reino Unido); Atlantic Waves Festival, no Royal Festival Hall (Londres).
– Primeiras digressões pelas principais cidades Norte Americanas e capitais Europeias.
2003
– Edição do segundo álbum de originais, FADO CURVO, produzido por Carlos Maria Trindade, que chega a atingir o 6º lugar no Top Billboard de World Music.
– Prémio de Melhor Artista Europeia na área de World Music, atribuído pela BBC Rádio 3, galardão recebido de Michael Nyman, no Hackney’s Ocean em Londres.
– Prémio de Melhor CD de Música Tradicional, Étnica, Folk e Worldmusic atribuído ao álbum ‘Fado Curvo’ pela crítica alemã Deutscheschalplatten Kritik.
– Prémio Personalidade do Ano, atribuído pela Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal.
– Prémio Personalidade Marketing na área de Cultura e Espectáculos, atribuído pela Associação Portuguesa de Profissionais de Marketing.
– Actuação no programa da televisão inglesa BBC, Later with Jools Holland. Esta actuação integrou, mais tarde, o DVD ’10 Years of Later’ comemorativo dos 30 melhores momentos musicais (num total de 3000) da primeira década do programa.
– Digressão inglesa memorável, com todas as salas esgotadas, incluindo o Queen Elizabeth Hall e o Royal Festival Hall, muito elogiada e aplaudida pela imprensa britânica de referência: The Times, Time, The Observer, The Guardian, The Independent.
2004
– Edição do primeiro DVD ao vivo, MARIZA LIVE IN LONDON, que regista o concerto de 2003 na Union Chappel, em Londres.
– Condecoração, pela Secretaria de Estado do Turismo de Portugal, com a Medalha de Mérito Turístico, grau Ouro.
– Prémio European Border Breakers Award, atribuído ao álbum ‘Fado em Mim’ pela Comissão Europeia, no festival MIDEM em Cannes.
– Dueto com o cantor Sting, na gravação do tema ‘A Thousand Years’ que integra o álbum oficial dos Jogos Olímpicos de Atenas, intitulado ‘Unity’.
– Actuação no Rock in Rio Lisboa, perante mais de 20 mil pessoas.
– Actuação no Festival Internacional da Canção do Cairo, como convidada de honra.
– Actuação no World Music Festival de Chicago.
– Concerto memorável no Auditório Keil do Amaral, em Monsanto (Lisboa), perante uma plateia de mais de 22 mil pessoas.
2005
– Edição, em 35 países, do terceiro álbum de originais, TRANSPARENTE, gravado no Brasil e produzido por Jaques Morelenbaum, que chega a atingir o 6º lugar da tabela europeia de World Music.
– Prémio de Carreira Internacional, atribuído pela Fundação Amália Rodrigues.
– Nomeação para Embaixadora de Boa Vontade pelo comité português da UNICEF.
– Nomeação para Embaixadora Internacional da obra e do espírito de Hans Christian Andersen, pelo Reino da Dinamarca.
– Dueto com o cantor de flamenco José Mercê, na gravação do tema ‘Há uma Música do Povo’ para a edição espanhola de ‘Transparente’.
– Actuação no Live 8, o maior evento musical do mundo, como única representante de Portugal.
– Concerto memorável nos Jardins da Torre de Belém (Lisboa), com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa dirigida pelo maestro Jaques Morelenbaum, perante uma plateia de mais de 20 mil pessoas.
2006
– Edição mundial do álbum CONCERTO EM LISBOA que regista, em CD e DVD, o concerto de 2005 nos Jardins da Torre de Belém.
– Condecoração, pelo ex-presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio, com a Ordem do Infante Dom Henrique, grau de Comendador.
– Prémio Globo de Ouro para Melhor Intérprete Individual, atribuído pela estação de televisão SIC e pela revista CARAS.
– Nomeação para os prémios australianos Helpmann Awards, na categoria de Melhor Concerto Contemporâneo Internacional, pela sua actuação na Ópera de Sidney.
– Nomeação, pela segunda vez, para os prémios de World Music da BBC Rádio 3, na categoria de Melhor Artista Europeia.
– Participação nas gravações do filme ‘Fados’, do realizador espanhol Carlos Saura, onde assume um dos papéis de protagonista.
– Produção, pela estação de televisão inglesa BBC, do primeiro documentário biográfico de Mariza intitulado ‘Mariza and the Story of Fado’.
– Concerto memorável no Royal Albert Hall (Londres), a mais prestigiada sala de concertos da Europa, na companhia de Jaques Morelenbaum, Carlos do Carmo, Tito Paris, Rui Veloso e uma sala esgotada.
– Actuação, pela primeira vez a solo, nos Coliseus de Lisboa e do Porto com dois concertos esgotados.
2007
– Nomeação para os prémios finlandeses Emma Gaala, na categoria de Melhor Artista Internacional.
– Nomeação do álbum ‘Concerto em Lisboa’ para os Latin Grammy Awards, na categoria de Melhor Álbum Folk, pela Latin Academy of Recording Arts & Sciences, tratando-se da primeira nomeação de um artista português para os prémios musicais de maior distinção mundial.
– Nomeação, pera terceira vez, para os prémios de World Music da BBC Rádio 3, na categoria de Melhor Artista Europeia.
– Nomeação para Embaixadora do Instituto de Turismo de Portugal.
– Estreia mundial do filme ‘Fados’, no Festival de Cinema de Toronto e estreia europeia no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián.
– Actuação na cerimónia de revelação das Sete Novas Maravilhas do Mundo, no Estádio da Luz (Lisboa).
– Actuação no programa da televisão americana CBS, Late Show With David Letterman, cuja audiência se estimou em 30 milhões de espectadores.
– Digressão norte-americana com 15 actuações em 24 dias, entre elas o regresso ao Carnegie Hall (Nova Iorque) e encerrando em glória com um concerto no Walt Disney Concert Hall (Los Angeles), num cenário de recriação de uma tradicional taberna lisboeta, especialmente projectado, para a ocasião, pelo arquitecto Frank Gehry.
– Concerto memorável no Pavilhão Atlântico (Lisboa) com a participação de vários artistas convidados, perante uma lotação esgotada de 14 mil pessoas
Amália Rodrigues
Amália da Piedade Rebordão Rodrigues (Lisboa, 23 de Julho ou 1 de Julho de 1920 — Lisboa, 6 de Outubro de 1999) foi uma fadista, cantora e actriz portuguesa, considerada o exemplo máximo do fado. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.
Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das melhores embaixadoras do país. Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras canções de tradição popular portuguesa, como música de outras origens (por exemplo, música espanhola).
Biografia
Infância
Filha de um músico sapateiro que, para sustentar os quatro filhos e a mulher, tentou a sua sorte em Lisboa, terá nascido, segundo o seu assento de nascimento, às cinco horas de 23 de Julho de 1920 na rua Martim Vaz, na freguesia lisboeta da Pena. Amália pretendia, no entanto, que o aniversário fosse celebrado a 1 de Julho (”no tempo das cerejas”), e dizia : talvez por ser essa a altura do mês em que havia dinheiro para me comprarem os presentes. Catorze meses depois, o pai, não tendo arranjado trabalho, volta com a família para o Fundão. Amália fica com os avós na capital.
A sua faceta de cantora cedo se revela. Amália era muito timida, mas começa a cantar para o avô e os vizinhos, que lhe pediam. Na infância e juventude, cantarolava tangos de Carlos Gardel e canções populares que ouvia e lhe pediam para cantar.
Aos 9 anos, a avó, analfabeta, manda Amália para a escola, que tanto gostava de frequentar. Contudo, aos 12 anos tem que interromper a sua escolaridade como era frequente em casas pobres. Escolhe então o ofício de bordadeira, mas depressa muda para ir embrulhar bolos.
Aos 14 anos decide ir viver com os pais, que entretanto regressam a Lisboa. Mas a vida não é tão boa como em casa do avós. Amália tinha que ajudar a mãe e auguentar o irmão mais velho, autoritário.
Aos 15 anos vai vender fruta para a zona do Cais da Rocha, e torna-se notada devido ao especialíssimo timbre de voz. Integra a Marcha Popular de Alcântara (nas festividades de Santo António de Lisboa) de 1936. O ensaiador da Marcha insiste para que Amália se inscreva numa prova de descoberta de talentos, chamada Concurso da Primavera, em que se disputava o título de Rainha do Fado. Amália acabaria por não participar, pois todas as outras concorrentes se recusavam a competir com ela.
Conhece nessa altura o seu futuro marido, Francisco da Cruz, um guitarrista amador, com o qual casará em 1940. Um assistente recomenda-a para a casa de fados mais famosa de então, o Retiro da Severa, mas Amália acaba por recusar esse convite, e depois adiar a resposta, e só em 1939 irá cantar nessa casa.
Uma carreira que começa
Alcança tremendo êxito no Retiro da Severa, onde faz a sua estreia profissional, e torna-se a vedeta do fado com uma rapidez notável. Passa a actuar também no Solar da Alegria e no Café Luso. Era o nome mais conhecido de todos os cantores de fado. Fazia com que por onde actuasse as lotações se esgotem, inflacionando o preço dos bilhetes. Em poucos meses atinge tal reconhecimento e popularidade que o seu cachet é o maior até então pago a fadistas.
Estreia-se no teatro de revista em 1940, como atracção da peça Ora Vai Tu, no Teatro Maria Vitória. No meio teatral encontra Frederico Valério, compositor de muitos dos seus fados.
Em 1943 divorcia-se a seu pedido. Torna-se então independente. Neste mesmo ano actua pela primeira vez fora de Portugal. A convite do embaixador Pedro Teotónio Pereira, canta em Madrid.
Em 1944 consegue um papel proeminente, ao lado de Hermínia Silva, na opereta Rosa Cantadeira, onde interpreta o Fado do Ciúme, de Frederico Valério. Em Setembro, chega ao Rio de Janeiro acompanhada pelo maestro Fernando de Freitas para actuar no Casino Copacabana. Aos 24 anos, Amália tem já um espectáculo concebido em exclusivo para ela. A recepção é de tal forma entusiástica que o seu contrato inicial de 4 semanas se prolongará por 4 meses. É convidada a repetir a tournée, acompanhada por bailarinos e músicos.
É no Rio de Janeiro que Frederico Valério compõe um dos mais famosos fados de todos os tempos: Ai Mouraria, estreado no Teatro República. Grava discos, vendidos em vários paises, motivando grande interesse das companhias de Hollywood.
Em 1947 estreia-se no cinema com o filme Capas Negras, o filme mais visto em Portugal até então, ficando 22 semanas em exibição. Um segundo filme, do mesmo ano, é Fado, História de uma Cantadeira.
Amália é apoiada por artistas nacionalistas como Almada Negreiros e António Ferro. Esse que a convida pela primeira vez a cantar em Paris, no Chez Carrère, e a Londres, no Ritz, em festas do departamento de Turismo que o proprio organiza.
A internacionalização de Amália aumenta com a participação, em 1950, nos espectáculos do Plano Marshall, o plano de “apoio” dos EUA à Europa do pós-guerra, em que participam os mais importantes artistas de cada país. O êxito repete-se por Trieste, Berna,Paris e Dublin (onde canta a canção Coimbra, que, atentamente escutada pela cantora francesa Yvette Giraud, é popularizada por ela em todo o mundo como Avril au Portugal) . Em Roma, Amália actua no Teatro Argentina, sendo a única artista ligeira num espectáculo em que figuram os mais famosos cantores de música clássica.
Canta em todo os cantos do mundo. Passa pelos Estados Unidos, onde canta pela primeira vez na televisão (na NBC), no programa do Eddie Fisher patrocinado pela Coca-Cola, que teve que beber e de que não gostara nada. Grava discos de fado e de flamenco. Convidam-na para ficar, mas não fica por que não quer.
Amália dá ao fado um fulgor novo. Canta o repertório tradicional de uma forma diferente, sincretisando o que é rural e urbano.
Canta os grandes poetas da língua portuguesa (Camões, Bocage), além dos poetas que escrevem para ela (Pedro Homem de Mello, David Mourão Ferreira, Ary dos Santos, Manuel Alegre, O’Neill). Conhece também Alain Oulman, que lhe compõe várias canções.
O seu fado de Peniche é proibido por ser considerado um hino aos que se encontram presos em Peniche, Amália escolhe também um poema de Pedro Homem de Mello Povo que lavas no rio, que ganha uma dimensão política.
Em 1966, volta aos Estados Unidos. Neste mesmo momento o seu amigo Alain Oulman é preso pela PIDE. Amália dá todo o seu apoio ao amigo e tudo faz para que seja libertado e posto na fronteira.
Em 1969, Amália é condecorada pelo novo presidente do concelho, Marcelo Caetano, na Exposição Mundial de Bruxelas antes de iniciar uma grande digressão à União Soviética.
Em 1971, encontra finalmente Manuel Alegre, exilado em Paris.
Amália após o 25 de Abril
Na chegada da democracia são-lhe prestadas grandes homenagens. É condecorada com o grau de oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo então presidente da República, Mário Soares. Ao mesmo tempo, atravessa dissabores financeiros que a obrigam a desfazer-se de algum do seu património.
Em 1990, em França, depois da Ordem das Artes e das Letras, recebe, desta vez das mãos do presidente Mitterrand, a Légion d’Honneur.
Ao longo dos anos que passam, vê desaparecer o seu compositor Alain Oulman, o seu poeta David Mourão-Ferreira e o seu marido, César Seabra, com quem era casada há 36 anos.
Em 1997 é editado pela Valentim de Carvalho o seu último álbum com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975 (Segredo). Amália publica um livro de poemas (Versos). É-lhe feita uma homenagem nacional na Feira Mundial de Lisboa (Expo 98).
A 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues morre com 79 anos, pouco depois de regressar da sua casa de férias no litoral alentejano. No seu funeral centenas de milhares de lisboetas descem à rua para lhe prestar uma última homenagem.
Sabe-se então que Amália, vista por muitos como um dos Fs da ditadura (”Fado, Fátima e Futebol”), colaborara economicamente com o Partido Comunista Português quando este era clandestino. Sepultada no Cemitério dos Prazeres, o seu corpo é posteriormente trasladado para o Panteão Nacional, em Lisboa (após pressão dos seus admiradores e uma modificação da lei que exigia um mínimo de quatro anos antes da trasladação), onde repousam as personalidades consideradas expoentes máximos da nacionalidade.
Amália Rodrigues representou Portugal em todo o mundo, de Lisboa ao Rio de Janeiro, de Nova Iorque a Roma, de Tóquio à União Soviética, do México a Londres, de Madrid a Paris (onde actuou tantas vezes no prestigiosíssimo Olympia).
Propagou a cultura portuguesa, a língua portuguesa e o fado.
Discografia
* Perseguição (1945)
* Tendinha (1945)
* Fado do Ciúme (1945)
* Ai Mouraria (1945)
* Maria da Cruz (1945)
* Ai Mouraria 1951/52
* Sabe-se Lá 1951/52
* Novo Fado da Severa (1953)
* Uma Casa Portuguesa (1953)
* Primavera (1954)
* Tudo Isto é Fado (1955)
* Foi Deus (1956)
* Amália no Olympia (1957)
* Povo que Lavas no Rio (1963)
* Estranha Forma de Vida (1964)
* Amália Canta Luís de Camões (1965)
* Formiga Bossa Nossa (1969)
* Amália e Vinicius (1970)
* Com que Voz (1970)
* Fado Português (1970)
* Oiça Lá ó Senhor Vinho (1971)
* Amália no Japão (1971)
* Cheira a Lisboa (1972)
* Amália no Canecão (1976)
* Cantigas da Boa Gente (1976)
* Lágrima (1983)
* Amália na Broadway (1984)
* O Melhor de Amália - Estranha Forma de Vida (1985)
* O Melhor de Amália volume 2 - Tudo Isto é Fado (1985)
* Obsessão (1990)
* Abbey Road 1952 (1992)
* Segredo (1997)
Música Portuguesa - Adélia Pedrosa
"Talvez a maior qualidade de Adélia Pedrosa resida no facto, aparentemente simples, de ser uma voz do Povo, com todas as facetas que definem uma alma doce e pura, de sinceridade encantadora. Dela rescende um perfume delicioso de ingenuidade que encanta, de candura que enternece, de bondade que cativa. A alma do Povo é assim. A voz de Adélia também..."
Fernando Peres - Poeta e Jornalista português, no compacto "Anda ver Lisboa", gravado em Portugal pela Gravadora EMI/Valentim de Carvalho
Adélia canta "Lisboa Não Sejas Francesa", "Lisboa Antiga", "Lisboa à Noite" e "Lá Vai Lisboa"
Visitem o blog da fadista:
http://adeliapedrosa.blogspot.com
Fernando Peres - Poeta e Jornalista português, no compacto "Anda ver Lisboa", gravado em Portugal pela Gravadora EMI/Valentim de Carvalho
Adélia canta "Lisboa Não Sejas Francesa", "Lisboa Antiga", "Lisboa à Noite" e "Lá Vai Lisboa"
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Casa dos Bicos em Lisboa, outrora armazém de bacalhau
A Casa dos Bicos, palácio que pertenceu à família dos Albuquerque, vice-rei da Índia, foi comprada, depois od terramoto de 1755, por um comerciante de bacalhau ficando a servir de depósito deste peixe até ser adquirida para sede da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, já no final do século XX
Mandada construir em 1523 por Brás de Albuquerque, filho de Afonso de Albuquerque, presidente do Senado em Lisboa e protegido do rei D. Manuel. Localizada na Ribeira Velha (actual campo das Cebolas), era destinada a habitação.
A sua decoração, os "bicos", demonstra uma clara influência italiana, provavelmente do Palácio dos Diamantes em Ferrara, ou do Palácio Bevilacqua em Bolonha.
O terramoto de 1755 destruiu a quase na totalidade os palácios da Ribeira e da Casa dos Bicos pouco mais restou que dois andares da fachada sul.
A reconstrução pombalina respeitou o alinhamento da frente ribeirinha que ainda hoje evoca a antiga cerca de Lisboa, mas a Casa dos Bicos permaneceu como um caso por resolver. Nos tempos da sua construção, da porta principal das Casa dos Bicos até à beira-rio a distância era de uns 100 metros. Parte do terreiro em frente da casa era ocupado pelo antigo mercado de peixe que ali funcionou antes do terramoto.
Só em 1981, foi restaurada segundo o desenho primitivo para albergar um dos núcleos da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura. Acolheu a Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses até à sua extinção.
Uma das suas utilizações foi a de armazém de bacalhau, depois de ter sido comprada por um comerciante de peixe.
Amália Rodrigues teve o projecto de transformar aquela casa no seu retiro fadista, mas o preço pedido pelos proprietários de então fê-la desistir da ideia.
Ruínas do Convento do Carmo

Mandado construir em 1389 pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, o Convento da Ordem do Carmo ergue-se numa posição privilegiada, sobranceira ao Rossio (Praça de D. Pedro IV), e próxima ao morro do Castelo de São Jorge.
A igreja do convento, que já foi a principal igreja gótica de Lisboa, ficou em ruínas devido ao Terramoto de 1755 e é uma das principais marcas deixadas pelo terramoto ainda visíveis na cidade. O convento eventualmente passou a ser uma dependência militar e, durante a Revolução dos Cravos, foi no quartel do Carmo que o Presidente do Conselho do Estado Novo, Marcelo Caetano, se refugiou dos militares revoltosos. Actualmente as ruínas são sede do Museu Arqueológico do Carmo
Aprenda a fazer francesinhas à moda do Porto

No próximo dia 19 de Janeiro, a cozinha do Portobeer volta a transformar-se numa “escola de francesinhas” para ensinar os pontos-chave da confecção deste prato tradicional da cidade do Porto.
Entre as 16 e as 18 horas, os “alunos” inscritos recebem um kit composto por avental, boné e a receita do prato que terão de preparar.
O restaurante-cervejaria voltará a repetir a iniciativa a 12 de Fevereiro, mantendo no calendário mensal uma tarde dedicada à confecção do ícone gastronómico da Invicta, em sessões de duas horas destinadas a apreciadores que pretendem experimentar em casa o prazer de uma francesinha à moda do Porto(beer).
Vá ao teatro com os Hotéis Heritage Lisboa
Os Hotéis Heritage Lisboa surgem novamente associados à cultura nacional, desta vez com a promoção de um pacote especial que dá acesso imediato ao mais recente espectáculo de Filipe La Féria no Teatro Politeama, West Side Story.
Até ao final do mês de Fevereiro, e incluindo a noite de Domingo, é possível ficar alojado num dos Hotéis Heritage Lisboa – As Janelas Verdes, Heritage Av Liberdade Hotel, Hotel Britania, Hotel Lisboa Plaza e Solar do Castelo – pagando um preço especial de 85 Euros por pessoa, com pequeno-almoço incluído, e ganhar bilhetes para o espectáculo de Filipe La Féria.
Os Hotéis Heritage Lisboa são uma pequena cadeia de hotéis de charme, propriedade de famílias portuguesas, que surge com a intenção de promover unidades localizadas em edifícios históricos e antigas casas na zona antiga da cidade de Lisboa, todos eles com ambientes que aliam as mais modernas tecnologias à história e carácter das casas onde estão instalados e que se apresentam como alternativa mais acolhedora e íntima aos grandes hotéis de luxo.
Até ao final do mês de Fevereiro, e incluindo a noite de Domingo, é possível ficar alojado num dos Hotéis Heritage Lisboa – As Janelas Verdes, Heritage Av Liberdade Hotel, Hotel Britania, Hotel Lisboa Plaza e Solar do Castelo – pagando um preço especial de 85 Euros por pessoa, com pequeno-almoço incluído, e ganhar bilhetes para o espectáculo de Filipe La Féria.
Os Hotéis Heritage Lisboa são uma pequena cadeia de hotéis de charme, propriedade de famílias portuguesas, que surge com a intenção de promover unidades localizadas em edifícios históricos e antigas casas na zona antiga da cidade de Lisboa, todos eles com ambientes que aliam as mais modernas tecnologias à história e carácter das casas onde estão instalados e que se apresentam como alternativa mais acolhedora e íntima aos grandes hotéis de luxo.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Novo Museu dos Coches vai custar 31,5 milhões

A construção do novo Museu dos Coches em Belém (Lisboa), no valor de 31,5 milhões de euros, é uma das grandes obras da área museológica anunciadas para este ano.
Com inauguração prevista para 2010, o edifício ocupará os terrenos de antigas oficinas do Exército. O Museu dos Coches é uma das maiores atracções da oferta turística portuguesa – no ano passado registou 240 mil visitantes, contando com o núcleo de Vila Viçosa.
Também em Belém será criado o Museu Mar da Língua Portuguesa. Para isso, terão início obras de restauro no antigo Museu de Arte Popular, que acolherá o novo espaço.
Em 2008, vários museus encerram mais um dia por semana, devido à falta de pessoal. O problema foi resolvido. Entretanto, o ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, anunciou o reforço em 3,9 milhões de euros do Orçamento de 2009 na museologia e conservação.
Notícia retirada em 02/01/2009 do site www.correiodamanha.pt
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