domingo, 28 de dezembro de 2008

Quinta das Lágrimas


A Quinta das Lágrimas é um local que para além da sua beleza natural está recheado de história. Foi um dos lugares que resistiu ao crescimento da cidade de Coimbra. E ali está, erguida junto ao rio Mondego com os seus jardins e árvores centenárias. Um espaço onde reina a calma que contrasta com a agitação de uma das maiores cidades do País.
Falar da Quinta das Lágrimas implica falar do romance de D. Pedro e Inês de Castro, o mais trágico da história de Portugal. D. Pedro era casado mas sempre que podia procurava Inês de Castro. O amor que era secreto deixou de o ser e foi nesta quinta que D. Afonso IV, pai de D. Pedro ordenou a morte de Inês. Ela foi assassinada num lugar hoje chamado Fonte das Lágrimas. Reza a lenda que o seu sangue foi derramado sobre as rochas da fonte que ainda hoje têm uma cor avermelhada.
E são estas lendas e histórias que atraem os visitantes à Quinta das Lágrimas. Todos verificam a cor das rochas e procuram os cantos e recantos dos jardins. Imaginam-se histórias e a lenda ouve-se vezes sem conta.
A Quinta das Lágrimas entrou para a família dos actuais proprietários em 1730 depois de ter pertencido à Universidade de Coimbra e a uma Ordem Religiosa. Ao longo de todas as gerações, foi preservada e sempre que possível foram ali sendo plantadas espécies exóticas encomendadas no Jardim Botânico da cidade ou trazidas de terras distantes. O resultado está à vista.
Actualmente, o Palácio da Quinta reconstruído após o incêndio de 1879 alberga um dos Hotéis mais luxuosos do País. Pertence à cadeia internacional Relais & Châteaux que reconverteu grande parte do espaço exterior numa academia de golfe.
A Quinta das Lágrimas situa-se nas proximidades do Portugal dos Pequeninos em Coimbra e é sem dúvida um destino a não perder.

Um livro antigo na Torre do Tombo


Na série Prata (colecção de livro antigo da Torre do Tombo), s.p., está patente uma parcela significativa do património bibliográfico português, que abrange obras dos séculos XV e XIX, destacando-se as obras em português e latim, entre outras línguas.


1500 registos é o número disponível de obras que se encontram nos computadores da Sala de Referência para a consulta dos utilizadores.

Das obras até agora catalogadas, destacam-se as obras históricas ligadas à história de Portugal. Não obstante, podemos, ainda, encontrar obras de religião, direito, literatura portuguesa, poesia, gramática, matemática, medicina, literatura de viagens, filosofia e música.

Dado o seu significado histórico e bibliográfico, destacamos, de seguida, algumas obras que apresentam um significado especial, sobretudo para quem se dedica ao estudo do livro antigo.

Refira se no campo da gramática, a primeira edição (1619) do “Método Gramatical para todas as línguas” de Amaro de Roboredo (16 ), SP 1702 CF, obra inovadora na época que comparava as regras do português com as do latim, de modo a ensinar a língua clássica por meio da vulgar. Do mesmo autor e também uma primeira edição, aponte se a “Gramática latina mais breve e fácil que as publicadas até agora na qual precedem os exemplos às regras”, SP 1703 CF. Amaro de Roboredo, um pioneiro nos estudos linguísticos, consumiu a maior parte da sua vida nos estudos de gramática latina e portuguesa.

O “Tratado de prática da Aritmética” (1519), SP 172 CF, do matemático português Gaspar Nicolas, (15 ), é outra das primeiras edições que a Torre do Tombo possui. Trata se da obra mais antiga consagrada em Portugal à aritmética. É um excelente manual prático, escrito com grande clareza, que foi muito útil nesse século e nos seguintes. Provam no as sucessivas edições que dele se fizeram: 1530, 1541, 1573, 1594, 1613, 1679 e 1716.

O “Tratado da Peste” (1680), SP 1700 CF, é também uma primeira edição da autoria do conhecido autor João Curvo Semedo (1635 1719), médico da Casa Real e familiar do Santo Ofício. João Curvo Semedo foi o primeiro médico português a empregar a quina com aplicações terapêuticas. No “Tratado da Peste” debruça se sobre o estudo desta terrível epidemia que flagelou impiedosamente o ocidente europeu.

A Torre do Tombo possui sobre o mesmo tema a primeira edição de um importante estudo denominado “Tractado repartido en cinco partes principales que declaran el mal que significa este nombre peste com todas suas causas…” (1601), SP 175 CF, do reputado médico português, catedrático da Universidade de Salamanca, Ambrósio Nunes (1546 1611). Ambrósio Nunes teve uma notável acção no combate à “peste pequena” que veio da Flandres e atacou o reino em finais do século XVI. Foi assim designada para se distinguir da “Peste Grande” (o maior surto epidémico depois da Peste Negra) que atacou Portugal e devastou Lisboa em 1569.

Na literatura de viagens a Torre do Tombo possui no seu acervo uma obra de grande interesse. Trata se da primeira edição da obra “Gedenkwaerdig Bedryf der nederlandsche….” (1670), SP 292 (1) e (2) CF, que é uma narrativa, ricamente ilustrada, das embaixadas à China feitas no século XVII pela Companhia das Índias Holandesa. Destacamos, em particular, esta obra, porque naquela época o interesse pela literatura de viagens era tão apelativo como o interesse pelos produtos vindos de terras longínquas. A China ocupava um lugar importante nesta literatura.

Na imagem que ilustra o presente texto, podemos apreciar a delegação holandesa a presentear o palácio imperial. A curiosidade deste acontecimento deve-se ao facto de a delegação holandesa ser chefiada pelo embaixador Pieter Van Hoorn, personagem que se tornou numa personagem mítica, que ainda hoje pode ser apreciada como herói das bandas desenhadas.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Lisboa Sensorial - passeios às cegas por Alfama

Embora esta actividade já tenha acontecido, deixo aqui a marquinha para que se façam muitas mais.




Imagine o que é redescobrir o bairro de Alfama de olhos vendados: são as ruas apertadas, o cheiro das sardinhas a assar, o som de um fado que se ouve ao longe e tantas outras aventuras sensoriais...

Um projecto Cabracega (www.cabracega.org) com a colaboração da ACAPO – Associação dos cegos e Amblíopes de Portugal, Lisbon Walker e APPA – Associação do Património e População de Alfama.

São passeios a pé, no bairro de Alfama, em que os participantes têm os olhos vendados e são conduzidos por um guia invisual da ACAPO que partilha as suas referências sensoriais. Está também presente um guia Lisbon Walker que faz a contextualização histórica do percurso e 4 elementos da APPA, que ajudam os participantes a percorrer o espaço.

O projecto tem dois grandes objectivos:

- proporcionar uma experiência sensorial, que visa a construção de um novo conhecimento do espaço através do estímulo dos sentidos do cheiro, tacto, gosto e audição pela ausência da visão;

- sensibilizar para o universo invisual, não num sentido incapacitante, mas num sentido positivo e estimulante, em que o próprio invisual nos convida a entrar no seu mundo de códigos e referências.


Informações úteis:

Datas: dias 12, 19 e 26 de Julho, às 11h
Sujeito a marcação prévia
Duração do passeio: 1 hora
Número máximo de participantes por passeio: 8
Preço por pessoa: 20 euros (valor a reverter integralmente para a ACAPO)
TM: 91.380.64.79 / info@cabracega.orgEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de email /

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

as Mulheres e a cidade de Lisboa


Escultura de Botero - Jardim Amália Rodrigues

Alguém diz com lentidão:

“Lisboa, sabes…”
Eu sei, é uma rapariga
Descalça e leve.
Um vento súbito e claro
Nos cabelos,
Algumas rugas finas
A espreitar-lhe os olhos,
A solidão aberta
Nos lábios e nos dedos,
Descendo degraus
E degraus
E degraus até ao rio


Eugénio de Andrade

Mafra


De entre as minhas visitas cibernéticas deparei-me com este pequeno texto e imagem sobre Mafra. Espero que gostem.

D. João V, rei de Portugal, havia prometido construir uma basílica se a sua esposa, D. Maria Ana Josefa de Áustria, lhe desse descendência.
O nascimento da princesa D. Maria Bárbara foi interpretado por este monarca como uma graça divina, pelo que, não olhando a despesas, mandou construir, em Mafra, um enorme edifício composto por uma basílica, um palácio real e um convento com uma das mais belas bibliotecas europeias.
Às 7 horas da manhã de 22 de Outubro de 1730, dia em que o rei fazia 41 anos de idade, iniciou-se a festa de consagração da basílica, que se prolongaria até às 7 de manhã do dia seguinte.
Foi servido, na ocasião, um banquete popular a 9000 pessoas. As festas acabariam por se estender por mais 7 dias, ao som das melodias dos dois enormes carrilhões mandados vir expressamente de Antuérpia.

domingo, 14 de dezembro de 2008

visita guiada a Lisboa Subterrânea


Sabia que debaixo da calçada que pisa todos os dias existem galerias subterrâneas e redes de túneis que formam uma "segunda Lisboa" e que agora pode visitar?

O Museu da Água, em parceria com o Chafariz do Vinho, realiza fascinantes visitas guiadas às galerias subterrâneas da cidade.

Com início no Reservatório da Patriarcal (Jardim do Príncipe Real), um marco dos primeiros tempos de abastecimento de água domiciliário em Lisboa, as visitas terminam no Chafariz do Vinho (o antigo chafariz da Praça da Alegria), alterado e reaberto com as funções de Enoteca em 1997.

São trinta minutos de um passeio pouco vulgar, as visitas realizam-se de terça a sábado, sempre a partir das seis da tarde.

Acha que conhece Lisboa de fio a pavio?

01/04/2008 a 31/12/2008
Jardim do Príncipe Real Lisboa
Tel: 218 100 263
18h00
Aberto ao Público
museudaagua.epal.pt

BOLSA DE TURISMO DE LISBOA BTL2009

Existem lugares absolutamente inesquecíveis. Destinos de tal forma sedutores que não nos cansamos de visitá-los uma, e outra, e outra vez ainda. Você sabe do que estamos a falar.





Você, e as centenas de expositores e milhares de visitantes que todos os anos marcam presença na maior feira de turismo realizada em Portugal - a BTL. Quem conhece a BTL pela primeira vez sabe desde logo que irá voltar no ano seguinte.

E tem bons motivos para isso: ofertas turísticas incrivelmente atractivas e diversificadas, eventos paralelos que animam a Feira do princípio ao fim, participações especiais e enriquecedoras de países oriundos dos quatro cantos do mundo, e um público entusiasta e fiel, que encontra na BTL um bom parceiro para decidir as suas viagens.

Este é "O" espaço privilegiado para concretizar negócios de sucesso. Um espaço onde se reúnem os agentes mais importantes do sector turístico. E em cada vez maior número. Acha mesmo que é possível ficar de fora de um evento desta dimensão?

A BTL é uma Feira que não dá para esquecer. Por isso, comece já a preparar as suas malas. Já falta pouco para embarcar nesta viagem rumo ao sucesso.

Novidades na Organização :

Na edição de 2009 da BTL o horário profissional será alargado, permitindo um aprofundar dos contactos e a exponenciação dos negócios.
Este ano a BTL apresenta uma nova distribuição dos sectores, tendo nos Pavilhões 1 e 2 a representação dos vários destinos nacionais; além de acolher o “Destino Portugal”, que este ano regista uma forte presença, o pavilhão 2 ainda recebe, juntamente com a totalidade do Pavilhão 3 as grandes empresas dos sectores: Alojamento, Distribuição, Animação Turística e Transportes. O Pavilhão 4 estará ocupado pela Área Internacional, que conta nesta edição com a presença de novos destinos.

Nesta edição, destacam-se como novidades a realização no pavilhão multiusos as iniciativas BTL Negócios e a BTL Rural. A BTL será o palco da Semana Ibérica da Gastronomia, uma iniciativa que irá concentrar saberes e sabores das várias regiões de Portugal e Espanha, temperando tradição com inovação e criatividade.

Destinos em destaque:

O Algarve é o destino nacional convidado no ano 2009. Como Destino Internacional Convidado desta edição temos Macau, que criou uma montra das suas enormes potencialidades turísticas com recurso a um leque variado de actividades promocionais e acções dirigidas aos media e ao sector do trade. O Paraguai estreia-se pela primeira vez na BTL sendo o País Convidado.

Não perca, na Feira Internacional de Lisboa, de 21 a 25 de Janeiro das 10H00 às 20H00
FIL - Rua do Bojador - Parque das Nações Lisboa
Tel: (+351) 218 921 500 - www.btl.fil.pt

Aberto ao Público
5€

Exposição A Baixa de Lisboa 1758 - 2008


A exposição "Lisboa 1758, o Plano da Baixa hoje" está patente no Páteo da Galé, Terreiro do Paço, até dia 1 de Novembro. A mostra assinala a passagem dos 250 anos sobre o plano urbanístico elaborado na sequência do terramoto de 1755.

Três anos depois do terramoto que destruiu Lisboa em 1755, uma série de decretos reais, então elaborados, definiram o futuro desenho urbano e arquitectónico, as regras administrativas e a engenharia financeira subjacentes à renovação da baixa da cidade.

Este conjunto codificado de regras urbanísticas muito precisas constitui, provavelmente, o primeiro plano urbano moderno nacional, que apresenta como particularidade o facto de ter sido concretizado.

A mostra está organizada em três secções principais, a primeira referente aos contextos e antecedentes ao plano. A segunda secção é alusiva ao plano de 1758, em todas as suas perspectivas e características, com especial relevância para as questões metodológicas. Por último, a terceira fase é relativa à evolução da área-plano da baixa entre a segunda metade do século XVIII e a actualidade, incluindo a estratégia delineada pelo actual Executivo para a revitalização desta zona de Lisboa.

"Lisboa 1758, o Plano da Baixa hoje" constitui uma oportunidade única de celebrar e conhecer a história e o planeamento urbanístico de uma das zonas mais importantes do país: a baixa lisboeta.



Exposição: 24/06/2008 a 28/12/2008 das 11H00 ás 19H00
Páteo da Galé - Terreiro do Paço em Lisboa
Tel: +351 213 227 000
Aberto ao Público

Esta Lisboa que Eu Amo - Bairro Alto e Bica ...




Conhecer Lisboa em boa companhia...

Percorrer o Bairro Alto e a Bica, a pé ou de eléctrico, na companhia de um monitor que narra o percurso, com histórias desta zona da cidade para contar, das ruas e das curiosidades que fazem destes bairros, uns dos mais carismáticos da capital.

O ponto de encontro é junto ao Elevador da Glória, Palácio Foz nos Restauradores, a duração do percurso é de 3h, distância de 5 km e dificuldade média.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ida ao Panteão Nacional a 04 de Novembro de 2008


Pintura feita por: Manoel Martins Noura (Pintora natural de Luanda/Angola)

Por volta das 10:00H, lá fomos nós, a turma de Tiat em direcção ao Panteão Nacional, para uma visita de estudo, juntamente com a nossa formadora Maria José. Eu com a máquina digital sempre ao meu dispor para poder tirar fotografias a todo o património ao meu redor.
Era dia de Feira da Ladra, e deu para ter uma ideia das vendas que pela feira se fazem, tais como bijutarias antigas, chaves enferrujadas de baús e afins, telemóveis roubados, roupas, calçado, óculos velhos,livros antigos e actuais entre outros artefactos.
Chegámos então ao Panteão Nacional que é um monumento único em Portugal e que visa prestar homenagem a figuras ilustres do nosso país. Tivemos como guia a Dona Elisabete, que ao longo da visita nos relatou a história do mesmo, desde que foi o primeiro monumento feito em estilo barroco e que foi mandado construir pela Infanta D.Maria em 1568 e que teve também o design do arquitecto João Antunes.
O Panteão Nacional é um edifício imponente, de formas curvas e geométricas, de planta centrada numa cruz grega, coroado por uma imponente cúpula, decorado por mármores e impondo-se à cidade numa elevação de 120m, tornando-o assim privilegiado, e tendo assim uma vista ao seu redor magnifica pela cidade de Lisboa. No interior contempla-se também o mármore embutido de variadas cores e o órgão do séc. XVIII (existe um outro igual na Sé de Lisboa) em talha dourada feito por Machado Cerveira, mais os púlpitos (varandins pequenos afastados do chão por 1.50m), já que como nos disse a Dona Elisabete, na altura pensava-se que a “terra era uma reflexão do céu”. O Panteão Nacional não sofreu quaisquer danos com o terramoto de 1755, tendo-se perdido unicamente as suas plantas.

Estivemos também a ver as salas : dos presidentes; dos escritores, e onde está a única mulher panteonizada Amália Rodrigues.
Fiquei também a saber o nome dos túmulos de corpo ausente – cenotáfios – de Luís de Camões, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e do Infante D.Henrique.

Gostei muito dos pormenores das portas, dos candeeiros, das janelas, o pormenor dos tectos das salas e de o Panteão ter uma sala dedicada aos jovens e que ao mesmo tempo parecia uma biblioteca para que os nossos jovens também eles tenham gosto pelo nosso património.

Quando chegámos ao zimbório do Panteão, adorei as vistas pelo Tejo e por Lisboa, ver o Cristo-Rei em Almada, e todo o património paisagístico ao meu redor que fazia com que tivesse vontade própria em disparar o flash para assim guardar todo aquele momento em fotografia.

Eu não subi ao topo do Panteão, com pena minha mas as minhas vertigens não mo permitiram. Mas resumidamente adorei a visita ao Panteão, o único pormenor que achei que estava mal, era não terem mais do que um folheto feito pelo IPPAR em Português.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Lenda das Obras de Santa Engrácia


São duas as versões da lenda que deu origem à expressão popular “É como as obras de Santa Engrácia...”, normalmente utilizada para designar “aquilo que não tem fim”.

A mais conhecida e romântica das duas, é a versão popular, de acordo com a qual:

“Simão Pires, um cristão­ novo, cavalgava todos os dias até aos convento de Santa Clara para se encontrar, às escondidas com Violante.
A jovem tinha sido feita noviça à força por vontade do seu pai, fidalgo que não estava de acordo com o seu amor.
Um dia, Simão pediu à sua amada para fugir com ele, dando-lhe um dia para decidir. No dia seguinte, Simão foi acordado pelos homens do rei que o vinham prender acusando-o do roubo das relíquias da igreja de Santa Engrácia que ficava perto do convento.
Para não prejudicar Violante, Simão não revelou a razão porque tinha sido visto no local. Apesar de ter invocado a sua inocência, foi preso e condenado à morte na fogueira, que se realizaria junto da nova igreja de Santa Engrácia, cujas obras já tinham começado.
Quando as labaredas envolveram o corpo de Simão, este gritou que “Era tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem!”.
Os anos passaram e a freira Violante foi um dia chamada a assistir aos últimos momentos de um ladrão que tinha pedido a sua presença. Revelou-lhe que tinha sido ele, o ladrão das relíquias e sabendo da relação secreta dos jovens, tinha incriminado o Simão. Pedia-lhe agora o perdão que Violante lhe concedeu.
Entretanto, um facto singular acontecia, as obras da igreja iniciadas à época da execução de Simão pareciam nunca mais ter fim. De tal forma que o povo se habituou a comparar “Tudo aquilo que não mais acaba” às obras de Santa Engrácia.”

In “A Liberdade de Escrita”.

De facto, esta versão popular e romanceada sobre as origens da expressão “ São obras de Santa Engrácia” encontra fundamento nos relatos históricos da paróquia, em cujos anais ficou registado um incidente ocorrido na noite de 15 de Janeiro do ano de 1630, conhecido por “O Desacato de Santa Engrácia”. Vejamos então, o que nos dizem esses relatos.
“Lisboa preparava-se em grandes festejos para celebrar o nascimento do príncipe herdeiro que receberia o nome de Baltazar Carlos e que era filho de Filipe IV de Espanha e III de Portugal. Foi nesse ambiente que se propagava a notícia do desacato. Atribui-se este atentado sacrílego a um cristão-novo, ou seja, um judeu convertido. Incrível a comoção que causou este atroz sacrilégio, lançando-se logo pregões que nenhuma pessoa, sem nova ordem, saísse de sua casa e sem dilação decorreram por toda a cidade os ministros da justiça inquirindo com exactas diligências, que pessoas haviam saído fora na noite precedente e em que haviam estado. Achou-se que um homem ordinário, chamado Simão Pires Solis, havia estado fora e sendo perguntado onde, não respondeu a propósito, antes com grande turbação; ajuntaram-se outros indícios que caíram sobre ser homem turbulento e cristão-novo e por eles foi condenado a ser queimado vivo, cortando-lhe primeiro as mãos. A muitos pareceu acelerada e rigorosa esta sentença visto que não havia prova concludente, nem confissão do reo, mas, todavia, se executou na forma sobredita. «É assim nesta linguagem de movimentado colorido que se descreve a inquirição do presumível responsável que sofreu o suplício em três de Fevereiro de mil seiscentos e trinta e um (1631).»
Segundo é tradição estava Simão Solis inocente do crime de que era acusado, pois nessa noite apenas rondava o Convento de Santa Clara para requestar (namorar, cortejar) uma religiosa, sendo a causa da sua desgraça o despeito e ciúmes dum rival Dr. Gabriel Pereira de Castro (1571-1632) que foi um dos juízes que condenou o apaixonado cristão-novo.
Este desacato e a execução do presumível responsável fortemente emocionaram o povo que passou a referenciá-los, enriquecendo as suas narrações com a lenda. É assim que se conta que: «ao encaminhar-se para o suplício, o condenado profetizara ser tão certo estar inocente do que o acusavam, como nunca se haverem de concluir as obras de Santa Engrácia!».
Tornou-se essa frase como uma maldição que caiu sobre as obras da nova igreja que permaneceram inacabadas mais de dois séculos.
Também o desacato entrou na lenda de carácter mais religioso como poderemos comprovar por esta narração.

In “Monografia da Paróquia de Santa Engrácia (Lisboa) alusivas ao 4.º Centenário da sua Fundação”.

A outra versão menos eloquente, do significado da expressão “São obras de Santa Engrácia” deve-se ao facto da construção da igreja de Santa Engrácia, situada na freguesia de São Vicente de Fora, onde é hoje o Panteão Nacional, ter demorado cerca de 350 anos a ficar concluída.
Quanto aos motivos dessa demora, convém consultar o relatório do IPPAR, que nos apresenta a versão oficial, in http://www.ippar.pt/monumentos/se_staengracia.html.

Casas de Fado de Lisboa




Clube de Fado (Alfama)
Rua de S. João da Praça, 92-94
21 885 27 04

Senhor Vinho (Madragoa)
Rua Meio à Lapa, 18
21 397 26 81/ 21 397 74 56

Mesa de Frades (Alfama)
Rua dos Remédios, 139A
91 702 94 36

A Parreirinha de Alfama (Alfama)
Beco do Espírito Santo, 1
21 886 82 09

Fado Maior (Alfama)
Largo do Peneireiro, 7
21 887 75 08

Adega Machado (Bairro Alto)
Rua Norte, 91
21 322 46 40

Adega Mesquita (Bairro Alto)
Rua Diário de Notícias, 107
21 321 92 80
Bacalhau de Molho (Alfama)
Beco dos Armazéns de Linho, nº1
21 886 37 67

Café Luso (Bairro Alto)
Travessa Queimada, 10
21 342 22 81

O Canto do Camões (Bairro Alto)
Travessa Espera, 38
21 346 54 64

Dragão de Alfama (Alfama)
Rua Guilherme Braga, 8
21 886 77 37

Faia (Bairro Alto)
Rua da Barroca, 48
21 342 67 42

Os Ferreiras (Pena)
Rua de S. Lázaro, 150-152
21 885 08 51

O Forcado (Bairro Alto)
Rua da Rosa, 221
21 346 85 79

Guitarras de Lisboa (Alfama)
Beco do Melo, 1
21 880 99 28

Já Disse (Bairro Alto)
Rua do Diário de Notícias, 42
21 347 05 42

Lisboa à Noite (Bairro Alto)
Rua das Gáveas, 69
21 346 85 57/ 21 346 26 03

Marquês da Sé (Alfama)
Largo do Marquês Lavradio, 1
21 888 02 36

Número Um (Campolide)
Rua D. Francisco Manuel de Melo, 44 A
21 383 14 71

Pátio da Memória (Ajuda)
Calçada da Memória, 57A
21 364 44 51

Restaurante Nô-Nô (Bairro Alto)
Rua do Norte, 47-49
21 342 99 89

A Severa (Bairro Alto)
Rua das Gáveas, 55
21 342 83 14

A Tasca do Careca (Picoas)
Rua Engenheiro Vieira da Silva, 2A
21 357 52 65

A Tasca do Chico (Bairro Alto)
Rua do Diário de Notícias, 39
21 343 10 40

A Taverna d’ El Rey (Alfama)
Largo do Chafariz de Dentro, 14
21 887 67 54

Timpanas (Alcântara)
Rua Gilberto Rola, 24
21 390 66 55

Velho Pateo de Sant’Ana (Campo de Santana)
Rua Dr. Almeida Amaral, 6
21 314 10 63/4



Colectividades Dinamizadoras do Fado

Academia de Recreio Artístico (Baixa Pombalina)
Rua dos Fanqueiros, 286 1º
21 887 48 54

Associação Cultural O Fado (Marvila)
Rua Engenheiro Ferreira Dias, 107 – 6ºB
21 837 57 24

Grupo Desportivo da Mouraria (Mouraria)
Palácio dos Távoras, Travessa da Nazaré, 9-21
21 887 00 58

Grupo Excursionista Vai Tu (Bica)
Rua da Bica Vítor Duarte Belo, 6
21 346 08 48

Grupo Recreativo e Cultural Onze Unidos (Madre de Deus)
Rua Dr. Manuel Espírito Santo
21 868 04 89

Grupo Recreativo os Leões das Furnas (Benfica)
Rua Raul Carapinha
21 727 03 90

Grupo Sportivo Adicense (Alfama)
Rua Norberto Araújo, 19A
21 886 04 33

Liga dos Melhoramentos de Recreios de Algés (Algés)
Rua Ernesto Silva, 95
21 411 21 84

Lisboa Clube Rio de Janeiro (Bairro Alto)
Rua da Atalaia, 120
21 342 13 69

Lusitano Clube (Alfama)
Rua S. João da Praça, 81 R./C
21 886 94 72

Marítimo Lisboa Clube (Bica)
Calçada da Bica Grande, C/V Dta.
21 342 76 57

Sociedade Boa União (Alfama)
Beco das Cruzes, 9
21 886 57 34

Sociedade Musical União do Beato (Beato)
Calçada Duque de Lafões, 22-24
21 868 38 49

Sport Lisboa e Campolide (Campolide)
Rua Vítor Bastos, 31A
21 385 80 41

Vendedores de Jornais Futebol Clube (Madragoa)
Rua das Trinas, 55
21 397 76 13

Museu de Marinha disponibiliza um "percurso táctil" ao público invisual



Percurso Táctil

O Museu de Marinha disponibiliza um "percurso táctil" ao público invisual e ambliope.

Este projecto, que tem como embrião um primeiro conjunto de peças subordinado ao tema "A Salvaguarda da Vida Humana no Mar", disponibilizado em 1995, materializa agora a possibilidade de exploração táctil de 44 peças da nossa colecção, representativas de 6 áreas temáticas distintas.

Este trabalho didáctico e pedagógico, direccionado para visitantes com necessidades específicas, foi pioneiro no panorama nacional em 1995 - pelo carácter permanente do núcleo expositivo - e continua a sê-lo pela abrangência que agora assume.

O percurso é suportado por legendas em braille e por dois catálogos: versão braille e versão a negro para ambliopes.

Entrada gratuita para visitantes deficientes visuais, e redução de 50% do valor do ingresso para o/a acompanhante.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Turismo aposta na Rússia, Polónia, Finlândia e Ásia

Investimentos. Um milhão de euros em novas rotas da TAP

Cada uma das novas rotas terão cinco voos semanais para Lisboa

O sector do turismo, que representa cerca de 10% do produto interno bruto e 12% do emprego, está a diversificar o mercado para vencer a crise. Rússia, Polónia, Finlândia, China e Coreia do Sul são as novas apostas dos operadores, em conjunto com o Governo.

A revelação foi feita ontem pelo secretário de Estado do Turismo, que passou a última semana no Oriente a promover o turismo nacional. "Nestes tempos mais conturbados, registam- -se alterações nos padrões de consumo do turista europeu. Estudos efectuados apontam para que, face a alguma erosão do poder de compra, o consumidor altere os seus padrões de compra. A grande maioria continuará a fazer férias, embora tencione gastar menos, mas não pretende sacrificar a qualidade de serviço a que está habituado", disse Bernardo Trindade, à margem do 34.º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que começou ontem em Macau.

O governante explicou que, com a crise, os consumidores vão procurar destinos mais próximos e optar por modalidades de alojamento mais acessíveis. "Verifica-se uma tendência para maior procura por pacotes e pela modalidade em que tudo está incluído", disse Bernardo Trindade, que alerta os operadores para a necessidade de se adaptarem à nova realidade e apresentarem produtos mais competitivos.

Para já, a TAP, ANA - Aeroportos de Portugal, Turismo de Portugal, e a Associação de Turismo de Lisboa assinaram ontem um acordo de cooperação para o desenvolvimento de três novas rotas aéreas. Rússia, Polónia e Finlândia são alvos para captar em 2009 cerca de 50 mil turistas. Países de onde, a partir de Junho próximo, Lisboa, através da companhia de bandeira (TAP), passa a fazer cinco voos semanais directos, respectivamente, de Moscovo (neste destino pode chegar aos sete voos entre Junho e Setembro), de Varsóvia e Helsínquia. Mercados em que o turismo tem apresenta níveis de crescimento acima dos 20%.

Uma aposta que, segundo o administrador executivo da TAP, é complexa, cara e não seria possível se não houvesse uma cooperação do sector. Nesse sentido, serão investidos mil milhões de euros (600 mil já em 2009) em campanhas de promoção nesses três países nos próximos três anos. O Instituto de Portugal e a ANA serão responsáveis, cada um, por 40% do investi- mento, cabendo os restantes 20% à Associação de Turismo de Lisboa.

Oriente

A Ásia é também uma aposta do sector do turismo. O secretário de Estado esteve em Seul, Coreia do Sul, em Pequim e Xangai, China, onde se reuniu durante a última semana com cerca de 200 agentes para promover o turismo nacional, sobretudo na área da cultura e golfe. No caso da Coreia, o objectivo é atingir os 60 mil turistas ate 2010 (hoje são 20 mil). Já na China, a perspectiva é chegar aos 100 dentro de dois anos (actualmente Portugal recebe 50 mil chineses). Sobre o mercado chinês, Bernardo Trindade revelou ainda que a Shanghai Airlines manifestou interesse em incluir Portugal na sua política de expansão a curto prazo.


Noticia retirada do site > http://dn.sapo.pt/2008/12/01/economia/turismo_aposta_russia_polonia_finlan.html

Texto por > RENATO SANTOS
Enviado especial a Macau
Jornalista viajou a convite da APAVT

Descubra em Albufeira um modo diferente de comer.

RESTAURAÇÃO
Sensualidade à mesa



Oh si carinõ
Linguado à Cicciolina
69 Italiano
Swing Couple
Orgia de Carnes são alguns dos pratos afrodisíacos que podem ser encontrados no The Lingerie Restaurant, o primeiro restaurante erótico do Algarve, que abre as portas, a 5 de Dezembro de 2008

Além da ousadia da cozinha exótica, o ambiente de glamour permite uma animação diversificada, a começar pelos empregados/as de mesa sensuais a servir à mesa em lingerie, até espectáculos de striptease, lap dance, table dance e shows lésbicos.

Depois do sucesso no Norte do país (Póvoa de Varzim e Vila Nova de Gaia), é a vez de Albufeira desfrutar deste novo conceito de restauração temática.

Além de uma gastronomia de qualidade, quem arrisca nesta aventura vai poder desfrutar de sobremesas eróticas, servidas de forma muito sensual.

A interactividade com os artistas é outro dos elementos que contribuem para o ambiente único destes espaços.

Local Av. dos Descobrimentos, em Albufeira

Horário a partir de 5 de Dezembro, de 3.ª a sáb., das 19h às 2h.

Preço médio indicativo 35 euros

www.thelingerierestaurant.com

Texto por Filipa Estrela | festrela@destak.pt
em www.destak.pt