Investimentos. Um milhão de euros em novas rotas da TAP
Cada uma das novas rotas terão cinco voos semanais para Lisboa
O sector do turismo, que representa cerca de 10% do produto interno bruto e 12% do emprego, está a diversificar o mercado para vencer a crise. Rússia, Polónia, Finlândia, China e Coreia do Sul são as novas apostas dos operadores, em conjunto com o Governo.
A revelação foi feita ontem pelo secretário de Estado do Turismo, que passou a última semana no Oriente a promover o turismo nacional. "Nestes tempos mais conturbados, registam- -se alterações nos padrões de consumo do turista europeu. Estudos efectuados apontam para que, face a alguma erosão do poder de compra, o consumidor altere os seus padrões de compra. A grande maioria continuará a fazer férias, embora tencione gastar menos, mas não pretende sacrificar a qualidade de serviço a que está habituado", disse Bernardo Trindade, à margem do 34.º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que começou ontem em Macau.
O governante explicou que, com a crise, os consumidores vão procurar destinos mais próximos e optar por modalidades de alojamento mais acessíveis. "Verifica-se uma tendência para maior procura por pacotes e pela modalidade em que tudo está incluído", disse Bernardo Trindade, que alerta os operadores para a necessidade de se adaptarem à nova realidade e apresentarem produtos mais competitivos.
Para já, a TAP, ANA - Aeroportos de Portugal, Turismo de Portugal, e a Associação de Turismo de Lisboa assinaram ontem um acordo de cooperação para o desenvolvimento de três novas rotas aéreas. Rússia, Polónia e Finlândia são alvos para captar em 2009 cerca de 50 mil turistas. Países de onde, a partir de Junho próximo, Lisboa, através da companhia de bandeira (TAP), passa a fazer cinco voos semanais directos, respectivamente, de Moscovo (neste destino pode chegar aos sete voos entre Junho e Setembro), de Varsóvia e Helsínquia. Mercados em que o turismo tem apresenta níveis de crescimento acima dos 20%.
Uma aposta que, segundo o administrador executivo da TAP, é complexa, cara e não seria possível se não houvesse uma cooperação do sector. Nesse sentido, serão investidos mil milhões de euros (600 mil já em 2009) em campanhas de promoção nesses três países nos próximos três anos. O Instituto de Portugal e a ANA serão responsáveis, cada um, por 40% do investi- mento, cabendo os restantes 20% à Associação de Turismo de Lisboa.
Oriente
A Ásia é também uma aposta do sector do turismo. O secretário de Estado esteve em Seul, Coreia do Sul, em Pequim e Xangai, China, onde se reuniu durante a última semana com cerca de 200 agentes para promover o turismo nacional, sobretudo na área da cultura e golfe. No caso da Coreia, o objectivo é atingir os 60 mil turistas ate 2010 (hoje são 20 mil). Já na China, a perspectiva é chegar aos 100 dentro de dois anos (actualmente Portugal recebe 50 mil chineses). Sobre o mercado chinês, Bernardo Trindade revelou ainda que a Shanghai Airlines manifestou interesse em incluir Portugal na sua política de expansão a curto prazo.
Noticia retirada do site > http://dn.sapo.pt/2008/12/01/economia/turismo_aposta_russia_polonia_finlan.html
Texto por > RENATO SANTOS
Enviado especial a Macau
Jornalista viajou a convite da APAVT
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