A Casa dos Bicos, palácio que pertenceu à família dos Albuquerque, vice-rei da Índia, foi comprada, depois od terramoto de 1755, por um comerciante de bacalhau ficando a servir de depósito deste peixe até ser adquirida para sede da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, já no final do século XX
Mandada construir em 1523 por Brás de Albuquerque, filho de Afonso de Albuquerque, presidente do Senado em Lisboa e protegido do rei D. Manuel. Localizada na Ribeira Velha (actual campo das Cebolas), era destinada a habitação.
A sua decoração, os "bicos", demonstra uma clara influência italiana, provavelmente do Palácio dos Diamantes em Ferrara, ou do Palácio Bevilacqua em Bolonha.
O terramoto de 1755 destruiu a quase na totalidade os palácios da Ribeira e da Casa dos Bicos pouco mais restou que dois andares da fachada sul.
A reconstrução pombalina respeitou o alinhamento da frente ribeirinha que ainda hoje evoca a antiga cerca de Lisboa, mas a Casa dos Bicos permaneceu como um caso por resolver. Nos tempos da sua construção, da porta principal das Casa dos Bicos até à beira-rio a distância era de uns 100 metros. Parte do terreiro em frente da casa era ocupado pelo antigo mercado de peixe que ali funcionou antes do terramoto.
Só em 1981, foi restaurada segundo o desenho primitivo para albergar um dos núcleos da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura. Acolheu a Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses até à sua extinção.
Uma das suas utilizações foi a de armazém de bacalhau, depois de ter sido comprada por um comerciante de peixe.
Amália Rodrigues teve o projecto de transformar aquela casa no seu retiro fadista, mas o preço pedido pelos proprietários de então fê-la desistir da ideia.

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